Cria de Amanda
Baseada na Rainha Elizabeth Bathory, da Hungria...
http://www.spectrumgothic.com.br/ocultismo/misterios/bathory.htm
http://www.ahungara.org.br/site/PEQUENA%20HISTORIA%20DA%20HUNGRIA.pdf
http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81rp%C3%A1d
Erzsebet László nasceu no ano de 873, na pequena vila de Kisgyor, no leste da Europa. Apesar de sua origem nobre, sua infância se deu em meio às guerras que resultariam na fundação da Hungria. Logo, mesmo na mais tenra idade, teve de conviver com todo tipo de atrocidades: fome, doenças e assassinatos a sangue frio (inclusive testemunhando suas três irmãs mais velhas sendo violentadas e mortas por rebeldes durante um ataque ao seu castelo). Sua mãe (Condessa László) ensinou-lhe a manter a calma e a suportar todas as barbaridades (físicas ou mentais); enquanto ministrava aulas de línguas (latim, árabe, húngaro e alemão); matemática; etiqueta; herborismo e ciências...
Aos 14 anos, foi estuprada violentamente e engravidou de um camponês enquanto passeava pelo mercado de Kisgyor. Porém, já era noiva de Kursan - rústico guerreiro de uma família tradicional, conhecido pela bravura indômita e pela coragem desmedida (leia-se: violento e cruel). Mais uma vez sua mãe lhe ajudou no aborto da criança e ensinou-lhe a mutilar o próprio órgão sexual, a fim de simular sua virgindade durante a noite de nupcias...
Aliás, sua noite de núpcias não fora muito diferente do estupro na feira de Kisgyor...
Felizmente, Kursan passava longos períodos longe de casa...
E Erzebet rezava aos deuses para que seu esposo fosse assassinado em combate!
Em 889, num jantar de gala em Miskolc; a bela Erzsebet conheceu a pessoa que mudaria sua vida...
Após muitos séculos
de migração, em 896 d.C. as dez tribos
magiares (povos nômades com origem nas planícies euro-asiáticas) fixaram-se
temporariamente na bacia do Rio Tisza
– e por volta de 911, em torno do Lago Balaton. Mais tarde, viriam a
ocupar parcialmente o que hoje é o leste da Áustria e o sul da Eslováquia;
mas após sua derrota na Batalha de
Lechfeld (em 955); fixaram-se
definitivamente na Bacia dos Cárpatos.
Esta união foi fruto
da habilidade política e militar de Árpád
– considerado o primeiro grande chefe das tribos magiares e fundador da Hungria (expressão que significa “dez
flechas” – em alusão às dez tribos unificadas pelo Príncipe-Regente). Sob
seu comando, o povo húngaro rapidamente abandonou o modo de vida nômade –
adotando a agricultura e a pecuária; além de promover uma aproximação com as nações
e a cultura das comunidades cristãs ocidentais.
No ano 1.000, o Príncipe Vajk (descendente de Árpád)
casou-se com a Princesa Gisela
(filha do Rei Henrique II da Baviera); e mudou seu nome para Rei István I. Isto ampliou a influência
da Igreja Católica (sob as bênçãos do
Papa Silvestre II) – que fundou dez
dioceses, vários monastérios e igrejas; além de organizar a administração
pública aos moldes ocidentais. Isto desagradou alguns nobres tribais (que
queriam preservar a religião pagã); mas todos os insurgentes sucumbiram. Assim
nasceu oficialmente o Reino da Hungria.
Porém, o avô do Rei István (Príncipe-Regente Taksony
– neto de Árpád) teve dois filhos: Géza (pai de Vajk) e Mihály – Duque de Nytra. E Vászoly (primo de István,
filho de Mihály), herdeiro do
ducado, estava completamente obcecado pelo poder...
Em 1.031, Vászoly levou Emmerik (o
único filho de István e, portanto,
herdeiro do trono da Hungria) para
uma caçada... e o príncipe foi atacado por um javali. O jovem não resistiu aos
ferimentos e faleceu. Alguns anos depois, Emmerik
foi canonizado pelo Papa Gregório VII.
Claro que muitas
suspeitas recaíram sobre Vászoly –
pois com a morte do sobrinho, ele naturalmente tornou-se o próximo na linha
sucessória da Casa de Árpád; mas os
homens contratados pelo Rei István
nunca encontraram nada que o ligasse àquela fatalidade...
Após a morte do
filho, o Rei István I entrou em
depressão profunda. Pouco a pouco foi sendo afastado das questões políticas –
substituído informalmente pela Rainha
Gisela (considerada utoritária, arrogante e pouco diplomática). Em especial
com Vászoly e sua esposa Erzsébet.
Erzsébet nasceu em 1.011,
na bela cidade litorânea de Värna
(às margens do Mar Negro); sendo
filha caçula do Imperador Samuil da
Bulgária e sua segunda esposa Ágatha.
Seu pai foi um grande general, comandando a Bulgária com “mãos-de-ferro”. Seu governo foi
marcado pela guerra constante contra o Império
Bizantino (e seu ambicioso Imperador
Basílio II); mas também pelas ofensivas contra os reinos da Croácia... e da Hungria!
Em outubro de 1.014, o Imperador Samuil faleceu. Seu filho mais velho (Gavril Radomir) herdou o trono da Bulgária; mas um ano depois, foi
assassinado por seu primo Ivan Vladislav
– que roubou a coroa e expulsou os herdeiros do antigo Imperador (como forma de restabelecer os laços com o Império Bizantino).
Vászoly acompanhava atentamente o “jogo de poder” no reino
vizinho; e tratou de receber em suas terras a Imperatriz Ágatha (e seus filhos). Em troca, exigiu a mão da
pequena Erzsébet (com apenas quatro
anos); pois imaginava que no futuro, poderia reivindicar o trono da Hungria e, quem sabe, unificá-lo com a Bulgária – criando um verdadeiro império!
No verão de 1.022, Vászoly casou-se com Erzsébet
(ainda uma criança, com onze anos de idade). E nesta mesma noite tirou-lhe a
pureza violentamente...
A verdade é que Vászoly só se preocupava em derrubar
seu primo (o Rei István I) e assumir
seu trono. Sua ambição desmedida e sua total falta de caráter levaram-no a
cometer atos hediondos – como a tortura de vassalos em troca de informações que
considerava valiosa...
Como era de se
esperar, rapidamente Erzsébet deixou
de ser uma criança e tornou-se uma adolescente belíssima; despertando olhares e
o interesse de muitos homens. E é claro que Vászoly (preocupado em “proteger sua propriedade”); tratava
de castigá-la severamente por sua beleza radiante...
Aos quatorze anos, a
Duquesa de Nytra apaixonou-se
perdidamente por um jovem camponês que trabalhava nos jardins de seu castelo.
Um amor puro e casto, repleto de olhares e sorrisos, que desencadeou uma paixão
avassaladora. E dadas as inúmeras viagens de seu marido, Erzsébet não demorou a entregar-se de corpo e alma ao jovem
núbio...
Nove meses depois,
nasceu uma criança linda...
Mas com a tez escura
como a de seu pai!
Furioso, o Duque Vászoly ordenou que seu vassalo
fosse levado ao calabouço do castelo, onde foi preso numa gaiola forjada com a
lâmina afiada de cem espadas; suspensa por grossas correntes (interligadas por
um complexo sistema de roldanas); e seu corpo foi sendo dilacerado, por meses à
fio; até que a fome, a sede e a infecção causada pelos cortes ceifassem sua
vida. Já o bebê recém-nascido foi banhado em mel e enterrado vivo dentro de um
imenso formigueiro; para que os insetos devorassem o “pequeno bastardo”...
Erzébet, em choque, acompanhou calada a morte do filho e de seu
amante...
Desde então, toda a
doçura que havia em seu coração, transformou-se em ódio e sadismo...
O tempo passou e a Duquesa transformou-se numa mulher
estonteante! Loura como os raios de sol; pele branca como a neve; profundos
olhos azuis como o mar; feições delicadas como a de um anjo; lábios carnudos, vermelhos
como o sangue; seios fartos e rijos; corpo esguio, mas incrivelmente voluptuoso;
e um sorriso capaz de desnortear o mais casto dos homens!
Nem mesmo o Rei István livrou-se do desejo pela
esposa de seu primo...
Obviamente, isto
despertou a fúria e o ciúme da Rainha
Gisela! E após a morte de seu filho Emmerik;
a raiva dela contra o casal aumentou exponencialmente...
Em 1.038, o Rei István I faleceu...
Como as mulheres não
podiam herdar o trono húngaro; o primeiro na linha sucessória seria o Duque Vászoly. Porém, a Rainha Gisela (muito influente na
corte, desde que tornou-se a “regente de fato”, em 1.031); conseguiu convencer a nobreza a
apoiar seu sobrinho Petrus Orseolo.
E o veneziano tornou-se o segundo Rei da
Hungria...
Claro que muitos o
consideravam o veneziano um “usurpador”...
E o Reino da Hungria ameaçava entrar em uma
“guerra
civil” (entre aqueles que apoiavam a Rainha Gisela e os aliados do Duque
Vászoly); mas a própria Duquesa
Erzébet tratou de resolver o problema: ela amarrou seu esposo enquanto ele dormia;
e com uma adaga, arrancou-lhe os olhos – preenchendo as cavidades de suas
orelhas com chumbo incandescente. Em seguida, cortou-lhe a língua (para que não
pudesse gritar); e o nobre foi levado à mesma gaiola que dilacerou seu amante
núbio...
Este foi o primeiro
nome em seu diário macabro...
Desde então, a bela Duquesa registra o nome, a data e os
detalhes de cada morte causada por ela; em um livro pequeno e discreto, com
capa de couro negro; usando como “tinta” o sangue da própria vítima...
Completamente insana,
Erzébet adorava maltratar seus
vassalos; criando regras absurdas e punindo aqueles que as infringiam. Certa
vez, espancou até a morte uma serviçal – só porque ela puxou seu cabelo
acidentalmente enquanto o penteava! Era comum espetar agulhas em partes
sensíveis do corpo (como embaixo das unhas); e mandar seus empregados
trabalharem nus sob a neve do rigoroso inverno (só para vê-los morrerem
lentamente congelados). Existem ainda relatos de que ela teria aberto a
mandíbula de uma criada até que os cantos de sua boca rasgassem...
Aos poucos, seu
calabouço ficou pequeno para tantas gaiolas penduradas...
E todo o sangue de
seus prisioneiros era armazenado em barris e levado para sua banheira; pois a Duquesa acreditava que mergulhar no
sangue humano manteria sua beleza e juventude para sempre!
Sua fama demoníaca
fez com que as vilas próximas ao seu castelo fossem abandonadas...
E logo chegou aos
ouvidos da esposa de Petrus Orseolo (Krisztina Egerszegi)...
Que ficou particularmente
interessada em conhecer a Duquesa!

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