quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Otto Van Der Zandt



Brujah - 8ª Geração

Ancião Brujah

Mestre de Lestrade e líder dos Cavaleiros da Ordem Sagrada Fleur d' Liz.

No ano de 57 a.C.; Caius Iulius Caesar (conhecido como Júlio César) iniciou a conquista da Gália Setentrional (território que atualmente abrange boa parte da Europa Ocidental); mas já sabia que a região norte do Rio Seine e do Rio Marne era habitada por um povo (ou uma aliança de povos) conhecidos como Belgas (em latim: Belgae) - nome que serviu de base para a criação da Província Romana da Gália Bélgica. César relatou que os Belgas eram distintos dos Gauleses Celtas (que viviam mais ao sul) pela "língua, costumes e leis" (lingua, institutis, legibus); mas não entrou em detalhes (exceto num ponto em que menciona que soube, pelos seus contatos, que os belgas tinham parentes à leste do Rio Reno - território chamado "Germânia").

Para surpresa dos Romanos; todas as tribos belgas se aliaram e contra-atacaram as Legiões que invadiram seus territórios. Segundo o relato de César; os belgas conseguiram juntar uma força de quase 300 mil homens - liderados pelo Rei Galba (considerado um homem justo e inteligente).

Ciente das dificuldades de um confronto direto; Júlio César ofereceu um excelente acordo de paz ao Rei Galba (que incluía a cidadania e a proteção romana em troca de baixos tributos). A maior parte das tribos concordou com estas condições; mas ainda sim, uma série de revoltas se seguiram (a maior delas no ano de 52 a.C.). Evidentemente, as Legiões Romanas esmagaram os poucos rebeldes...

Em 22 a.C., o General Marcus Vipsanius Agrippa (responsável por muitos sucessos militares de Roma - entre eles a vitória na Batalha Naval de Áccio; enfrentando Marco Antônio e Cleópatra) sugeriu a repartição da Gália Setentrional em três novas Províncias (Gália Aquitânia, Gália Lugdunense e Gália Bélgica). Ele se baseou no que entendia ser distinções linguísticas, raciais e sociais. Isto favoreceu a "unidade" da região, que gradativamente fora aceitando elementos culturais romanos, mesclando-se à sua cultura pré-existente.

Otto nasceu no ano 05 d.C.; na pequena vila de Zandt, na Gália Bélgica (território atual da Holanda). Mesmo órfão (seus pais morreram num ataque à vila, quando o garoto tinha apenas três anos); foi um menino doce e atencioso, amado por todos em sua terra natal. Desde a mais tenra idade, mostrou uma propensão para a aventura e a emoção. Seu passatempo favorito era escalar as muralhas da vila; além de assistir atentamente aos treinamentos da milícia local...

Aos 13 anos, seus longos cabelos castanhos e seus olhos azuis profundos faziam grande sucesso entre as meninas do povoado. Ele ingressou na milícia, trabalhando no turno da noite (mesmo sob o rigoroso inverno europeu), sem jamais questionar as ordens recebidas. Neste período, tornou-se mais sério e contemplativo - características que o acompanhariam até hoje...

Em 24 d.C., Otto se mudou para a capital Durocortoro (atual Reims, na França); onde voluntariamente se uniu às Legiões Romanas. Como não lembrava seu sobrenome verdadeiro (algo que nunca precisou em sua vila), adotou a alcunha de Otto Van Der Zandt (algo como "Otto vindo de Zandt", em seu idioma original).

Apesar da "cidadania romana"; Otto sempre foi visto com desconfiança e preconceito pelos colegas (que o tratavam de "estrangeiro", "selvagem", "bárbaro" ou "rústico"). De certo modo, isto serviu de incentivo para que o jovem holandês se dedicasse mais aos treinamentos e funções do que era necessário; tornando-se um soldado muito melhor do que seus superiores hierárquicos!

Aos 31 anos, chegou ao cargo de Centurião ("segundo oficial" - comandando 100 homens); e fora realocado para Argentoratum (atual Strasbourg, na França); onde passou a integrar a lendária Legio II Augusta (famosa pelos triunfos nas Batalhas de Munda, dos Filipos, de Áccio, de Teutoburgo e nas Guerras Cantábricas). Seus emblemas eram o Capricórnio, o Pégaso e o Deus Marte...

Em 43 d.C., as tropas comandadas por Otto foram encarregadas de proteger o Legatus Titus Flavius Caesar Vespasianus Augustus (futuro Imperador Romano e fundador da Dinastia Flaviana); comandante supremo da Legio II Augusta - encarregada de cruzar o Canal da Mancha e conquistar (de uma vez por todas) a Ilha da Bretanha!

Entre 55 a.C. e 40 d.C., a política de pagamentos de tributos e vassalagem das tribos britânicas (iniciada pelo Imperador Júlio César durante a Guerra das Gálias) prosseguiu sem grandes incidentes. Contudo, no início da década de 40 d.C.; a situação política dentro da Britânia era instável. Os Catuvellauni (favoráveis ao controle romano) perderam a "supremacia" que detinham no sudeste da ilha para os Trinovantes (inimigos que pregavam a libertação do jugo continental). E muitas tribos aderiram aos ideais libertários pregados pelos novos regentes...

O Imperador Gaius Julius Caesar Augustus Germanicus (Calígula) começou a planejar uma invasão maciça da ilha em 40 d.C.; mobilizando suas melhores legiões (inclusive a Legio II Augusta). Seus planos não eram apenas acabar com os rebeldes; mas sim assumir o controle efetivo da ilha!

Obviamente, seu assassinato pela Guarda Pretoriana (em 41 d.C.) "atrasou" a operação militar...

Seu tio e sucessor no trono (Tiberius Claudius Caesar Augustus Germanicus) deu prosseguimento à missão; embora tenha revisado as estratégias e objetivos (em vez de controlar diretamente a ilha; Roma daria suporte ao Rei Verica - exilado pelos Trinovantes). Nomeou o General Aulus Plautius como responsável pela operação (acima dos Legatus); que envolveu mais de 40.000 homens!

Uma impressionante frota marítima partiu de Bononia (atual Boulogne-sur-Mer, na França) e aportou em Dubris (atual Dover, Inglaterra); no início da primavera de 43 d.C.

A resistência britânica foi comandada por Togodumnus e Caratacus (filhos do Rei Cunobelinus). E eles conseguiram uma grande vitória, às margens do Rio Medway (próximo à Rochester); quando capturaram o General Hosidius Geta. Contudo, as tropas romanas conseguiram resgatar seu líder; e os britânicos foram obrigados a recuar até suas fortalezas próximas ao Rio Tâmisa...

Uma vez consolidada a posição em Essex, era preciso atacar o "coração" dos rebeldes: Camulodonum (atual Colchester) - capital do Reino Trinovantian!

Roma fez um ataque maciço, contando com armas pesadas (inclusive Elefantes-de-Guerra); e massacrou os rebeldes em poucas horas... Togodumnus morreu em combate (trespassado pela lâmina afiada de Otto Van Der Zandt); mas seu irmão Caratacus conseguiu fugir para oeste (onde continuou fomentando a resistência britânica). Onze tribos se renderam aos invasores e juraram lealdade ao Imperador Claudius...

Em 44 d.C.; o Legatus Vespasianus e sua Legio II Augusta marcharam para oeste; subjugando inúmeras tribos e capturando líderes rebeldes ao longo do caminho. Só que ao adentrarem o território da Dumnonia; enfrentaram uma dura resistência local!

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